O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), obteve média de 10,6 mil interações por conteúdo publicado nas redes sociais desde o início da campanha, em 16 de agosto. O índice supera os 6,5 mil registros de Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, segundo levantamento da consultoria Bites.
A diferença de desempenho é acompanhada por disparidade nos investimentos. Tarcísio gastou R$ 388 mil em impulsionamento digital até o dia 28, enquanto a coligação de Haddad registrou despesas de R$ 70 mil, conforme dados da Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram. O cenário inverteu-se na pré-campanha, quando o PT investiu R$ 350 mil e o Republicanos, R$ 150 mil.
O conteúdo de maior alcance do governador, com 4,5 milhões de visualizações, critica a economia brasileira e cita a recuperação judicial das Casas Bahia. No material, Tarcísio afirma que o governo Lula asfixia empresários com impostos e esbanja gastos públicos para garantir a reeleição, atacando a gestão de Haddad no Ministério da Fazenda entre 2023 e o início deste ano.
Haddad registrou seu maior engajamento em um vídeo sobre comício de Lula em São Bernardo do Campo, com 1,8 milhão de visualizações. A estratégia digital do ex-ministro foca em resultados econômicos do governo federal e propostas de segurança pública.
Na disputa ao Senado, o deputado Guilherme Derrite (PP) apresenta a segunda maior média de interações, com 10,1 mil por postagem, após investir R$ 105 mil em anúncios. Marina Silva (Rede) registrou média de 5,6 mil interações com investimento de R$ 26 mil, focando no voto feminino e em políticas ambientais.
Simone Tebet (PSB) lidera os gastos digitais na corrida ao Senado, com R$ 188,8 mil investidos e média de 6,7 mil interações. Outros candidatos, como Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL), registraram médias de 2,6 mil e 1,5 mil interações, respectivamente, com gastos de R$ 114 mil e R$ 55,4 mil.


