Trinta e dois dos 54 senadores com mandatos vencendo nas eleições deste ano decidiram disputar a reeleição para tentar permanecer por mais oito anos no Senado Federal. O volume de candidatos corresponde a 59,2% das vagas em disputa na Casa Alta, número idêntico ao registrado no pleito de 2018.
Entre os parlamentares que buscam a permanência, 17 são aliados do governo Lula e nove pertencem à oposição. Outros cinco integrantes possuem votações oscilantes entre o Planalto e a base oposicionista. Outros 22 senadores optaram por não tentar novo mandato ou concorrem a cargos diferentes, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo), que é candidato a vice de Romeu Zema (Novo).
Vinte e sete senadores, incluindo o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participam da disputa por terem sido eleitos em 2022. Como o mandato para o cargo tem duração de oito anos, esses parlamentares seguem em exercício até janeiro de 2031.
A renovação do Senado ocorre de forma gradual e alternada. Enquanto em 2022 foram renovados um terço das vagas, neste ano são renovados dois terços, totalizando 54 cadeiras. O Senado Federal é composto por 81 senadores, sendo três por estado e pelo Distrito Federal.
A votação do primeiro turno acontece no dia 4 de outubro. Para o Senado, não há segundo turno, sendo eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado. O eleitor deve digitar dois números diferentes de três dígitos; caso repita o mesmo número, a urna anula a segunda indicação.
O salário mensal bruto de um senador em 2026 é de R$ 46.366,19, valor equiparado ao teto constitucional do funcionalismo público. Além do vencimento, os congressistas recebem verba indenizatória para despesas de mandato e cobertura de gastos de moradia ou imóvel funcional em Brasília.


