A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk retomou, nesta terça-feira (1º), a operação do NovoCare Farmácia, canal de venda direta para consumidores de medicamentos voltados ao tratamento de diabetes e obesidade. A plataforma, que já havia sido suspensa em julho, agora integra farmácias parceiras ao modelo de operação anterior.
No formato anterior, a iniciativa funcionava exclusivamente por meio de uma parceria com a AS Medicamentos, empresa responsável pela logística, faturamento e vendas em todo o território nacional. A suspensão temporária do serviço ocorreu para que a companhia incorporasse aprendizados e desenvolvesse um modelo mais integrado ao varejo farmacêutico.
A nova versão mantém a operação com a AS Medicamentos, mas acrescenta a opção de compra via farmácias parceiras integradas. Natalia Ortiz, diretora sênior de Marketing da área Cardiometabólica da Novo Nordisk, afirmou que o canal visa melhorar a experiência dos pacientes, sempre mediante prescrição médica e conformidade regulatória.
O processo de aquisição ocorre de forma online, com validação digital da receita. O sistema possui integração direta com o NovoDia, programa de suporte ao paciente da empresa. A companhia fabrica medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus.
Paralelamente, a Novo Nordisk testa doses reduzidas do Wegovy em formato de comprimido com mais de 400 pessoas. O objetivo é definir o limite mínimo de dose para pacientes que desejam reduzir o peso, buscando maior flexibilidade no tratamento. As pílulas ainda não possuem aprovação no Brasil.
A empresa enfrenta o desafio do mercado ilegal no país. Dados da Euromonitor indicam que a taxa de uso de GLP-1 no Brasil é de 5,5% da população, superando a média global de 3,7%. A apuração indica que cerca de metade das vendas desses fármacos no Brasil provêm de fontes não rastreadas.

