Os contratos futuros de minério de ferro mantiveram estabilidade nesta terça-feira (1), enquanto operadores avaliavam a recuperação nas chegadas de cargas aos portos e a aceleração da atividade industrial na China. O cenário reflete a contraposição entre a oferta de curto prazo e a demanda do setor manufatureiro chinês.
O contrato para janeiro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, encerrou o pregão diurno com alta de 0,14%, cotado a 726,50 iuanes (US$ 108,10) por tonelada. Já a referência para setembro na Bolsa de Cingapura registrou queda de 0,1%, fechando em US$ 99,50 por tonelada.
Dados da consultoria Mysteel indicam que os embarques globais subiram 2,73 milhões de toneladas na semana de 24 a 30 de agosto, totalizando 35,72 milhões de toneladas. No entanto, as chegadas em 47 portos chineses caíram 7,66 milhões de toneladas no mesmo período, somando 19,52 milhões de toneladas.
Analistas da corretora Everbright Futures informaram em nota que a retração nas chegadas aos portos chineses reduziu a oferta de curto prazo, o que deu suporte aos preços. A empresa explicou que o volume elevado de embarques globais sugere uma retomada gradual das entregas, o que limita eventuais ganhos.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Indústria da RatingDog para a China, compilado pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,5 em agosto. O indicador, que separa crescimento de contração no patamar de 50, aponta que a produção, os novos pedidos e as exportações do setor manufatureiro cresceram em ritmo mais acelerado.
Um relatório da empresa de pesquisa BMI projeta que a produção global de minério de ferro acelere para uma média de 2,2% ao ano entre 2026 e 2030. O crescimento era de 1,2% nos cinco anos anteriores. A estimativa é que a produção anual chegue a 3.037 milhões de toneladas até 2030.

