O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação aos três meses anteriores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (1º). O índice indica uma desaceleração frente à alta de 1,1% registrada no primeiro trimestre.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a economia brasileira avançou 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação anual entre o segundo trimestre de ambos os anos, o PIB teve alta de 2,0%. Em valores correntes, a atividade econômica somou R$ 3,4 trilhões no período, superando os R$ 3,3 trilhões do trimestre anterior.
A agropecuária foi o setor com melhor desempenho, registrando crescimento de 2,8% frente ao trimestre anterior. Os serviços, que detêm a maior fatia da economia, subiram 0,2%, enquanto a indústria teve alta leve de 0,1%. No segmento industrial, a indústria extrativa cresceu 3,4%, compensando as quedas na construção e nas indústrias de transformação.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias recuou 0,4%, revertendo a tendência de crescimento dos primeiros três meses do ano. Já o consumo do governo subiu 0,4% e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, avançou 1,2%. A taxa de investimento representou 16,1% do PIB.
No setor externo, as importações cresceram 1,8%, enquanto as exportações de bens e serviços caíram 0,8% na comparação trimestral. O cenário é marcado por juros altos; a taxa Selic está atualmente em 14% ao ano, mas operava em 14,25% durante o segundo trimestre, o que restringiu o crédito e a atividade econômica.
Os dados confirmam a tendência apontada pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, que cresceu 0,2% no período. No acumulado do primeiro semestre, a agropecuária cresceu 3,6%, os serviços subiram 1,8% e a indústria avançou 1,6% ante os seis primeiros meses de 2025.

