As ações da Shein fecharam com queda de 9% nesta terça-feira (1º), em sua estreia na Bolsa de Valores de Hong Kong. Os papéis, que iniciaram o dia cotados a HK$ 48,56 (R$ 32,13), encerraram a sessão a HK$ 43,80 (R$ 28,98), após a varejista de moda rápida captar US$ 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões) em sua oferta pública inicial.
A operação resultou em uma avaliação de mercado de US$ 26,3 bilhões (R$ 136,4 bilhões), superando a meta inicial de US$ 25 bilhões (R$ 129,6 bilhões). A empresa, sediada em Cingapura, pretende destinar 40% dos recursos captados ao aprimoramento de capacidades tecnológicas e outros 40% ao fortalecimento da marca e presença global.
A queda no valor das ações é atribuída à desaceleração do crescimento da receita da companhia, que caiu de mais de 200% em 2021 para 8% em 2025. No primeiro trimestre deste ano, a Shein registrou prejuízo de US$ 99 milhões (R$ 513 milhões) e alta de 1,1% no faturamento em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho do IPO também apresentou sinais de desânimo. Embora a demanda tenha superado a quantidade de ações ofertadas, a diferença entre oferta e procura foi menor do que em outros lançamentos recentes na bolsa chinesa.
Fatores externos impactam o modelo de negócio da empresa, baseado no envio de pacotes de baixo valor com isenção aduaneira. Estados Unidos e União Europeia encerraram tais isenções no ano passado. No Brasil, a isenção para compras de até US$ 50 terminou em junho de 2024.
A situação brasileira pode mudar após o governo editar uma medida provisiva em maio para revogar a cobrança. O Congresso Nacional deve analisar o texto nesta semana, já que a validade da medida expira no dia 8 de setembro.

