O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a empresários e banqueiros, na noite de segunda-feira (31), que fará tudo o que estiver ao seu alcance para reduzir a taxa de juros no país. O encontro, realizado no Palácio da Alvorada, teve como pautas centrais a situação fiscal do Brasil e a segurança pública.
A lista de convidados incluiu nomes como Joesley Batista, da J&F, Rubens Ometto, da Cosan, e os presidentes dos bancos Itaú Unibanco, Bradesco e BTG Pactual. O jantar durou cerca de três horas e reuniu representantes dos setores de saúde, educação e combustíveis. O movimento ocorre paralelamente a reuniões de dirigentes de empresas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Lula disse que resistia a se reunir com o setor financeiro devido a questionamentos sobre os compromissos fiscais de seu governo. O presidente afirmou que a questão dos juros altos não depende apenas dele, citando a independência do Banco Central, embora tenha declarado que não possui atritos com o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a necessidade de um ajuste rigoroso para viabilizar a queda dos juros. Também discursaram os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, além de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Lula reforçou que o país cresce acima de 3% em suas gestões e que o crescimento deve ocorrer com inclusão social.
Durante o evento, os empresários manifestaram queixas sobre o loteamento político de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Temas como a dívida pública e as tarifas impostas por Donald Trump foram abordados de forma lateral pelos participantes.

