A farmacêutica Eli Lilly anunciou, nesta segunda-feira (31), a compra da Merida BioSciences, empresa especializada em pesquisas de tratamentos para doenças autoimunes e alérgicas graves. O negócio foi fechado em US$ 2,875 bilhões (R$ 14,9 bilhões) e depende agora de aprovação de órgãos de concorrência e agências regulatórias.
O pagamento será dividido entre uma quantia inicial, não divulgada, e valores contingentes vinculados ao cumprimento de metas. A conclusão da transação está prevista para o último trimestre de 2026.
O principal projeto da Merida, atualmente na fase 1 de desenvolvimento, busca tratar a doença de Graves, que afeta a tireoide. O portfólio da empresa adquirida inclui ainda programas pré-clínicos para asma, urticária espontânea crônica e alergia alimentar, além de estudos iniciais sobre nefropatia membranosa e outras condições renais.
Francisco Ramírez-Valle, vice-presidente sênior de pesquisa em imunologia e desenvolvimento clínico inicial da Lilly, afirmou que a companhia busca terapias que alterem o curso da doença e não apenas os efeitos secundários. Segundo Ramírez-Valle, dados iniciais da Fase 1 indicam potencial de eficácia e segurança.
Adam Townsend, CEO da Merida, declarou que a empresa foi fundada para atuar diretamente nos anticorpos que causam as patologias, evitando a supressão generalizada do sistema imunológico. Townsend informou que a evolução do conceito para os dados clínicos reforça a convicção sobre a diferença que a abordagem trará aos pacientes.
A Eli Lilly tem expandido suas operações por meio de aquisições recentes, utilizando os lucros obtidos com o Mounjaro, medicamento contra a obesidade. Outras negociações nos ramos de oncologia, terapias inovadoras e doenças do sono variaram entre US$ 1,2 bilhões e US$ 7,8 bilhões.


