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Cotidiano

Moradora de Itaperuna é reconhecida como mulher mais velha do Brasil

Carla Fernandes
Última atualização: 1 de setembro de 2026 11:25
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Deolira Glicéria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Noroeste do estado do Rio, foi reconhecida oficialmente como a mulher mais longeva do Brasil. Aos 121 anos, completados em março, ela recebeu a certificação do Rank Brasil, sistema de homologação de recordes nacionais.

O geriatra Juair de Abreu Pereira, que acompanha a idosa, informou que a medida pode facilitar o reconhecimento de Deolira pelo Guinness World Records como a pessoa mais idosa do mundo. Atualmente, o título pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos.

A comprovação da idade foi dificultada porque a maioria dos documentos originais de Deolira foi perdida em enchentes em Porciúncula, cidade onde nasceu e viveu até cinco anos atrás. Para validar a longevidade, a família recorreu a cartórios e à Arquidiocese de Campos para recuperar a certidão de batismo.

Cristina Cadari, auditora do Rank Brasil, disse que a certificação exigiu a certidão de nascimento atualizada e o último extrato do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O recorde anterior pertencia à paranaense Maria Olívia da Silva, que morreu em 2010, aos 130 anos.

A idosa nasceu em 10 de março de 1905, durante o governo de Rodrigues Alves. Passou a maior parte da vida trabalhando na lavoura com o marido e os sete filhos, dos quais três ainda estão vivos. Por ter vivido em locais afastados e sem acesso a serviços públicos, a documentação tornou-se um entrave.

Se a idade for comprovada internacionalmente, Deolira estará a dois anos de superar a marca de Jeanne Calment, francesa que morreu em 1997 aos 122 anos e 164 dias, a pessoa mais longeva da história oficialmente registrada.

TAGGED:Itaperunalongevidaderank-brasilrecorde-brasileirosupercentenários
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