Um grupo de voluntários que opera em 22 países realiza transferências de pacientes terminais para que eles possam cumprir um último desejo. A iniciativa, chamada de Ambulância dos Desejos, fornece a assistência médica necessária para que pessoas em fase final da vida visitem a família, vejam o mar ou frequentem parques.
O projeto foi idealizado por Kees Veldboer, enfermeiro que, em 2007, levou um paciente chamado Mario a ver o mar após uma consulta médica ser adiada. O episódio motivou a criação de uma fundação que foi replicada globalmente para atender pessoas que necessitam de suporte clínico constante para se deslocarem.
Os pedidos variam conforme a vontade de cada paciente. Enquanto alguns buscam reencontros familiares, outros optam por passeios na cidade, no campo ou por assistir a um jogo de futebol. O objetivo é aproximar os pacientes de atividades simples que se tornam difíceis devido ao estado de saúde.
Uma enfermeira voluntária afirmou que a realidade do projeto envolve pacientes que estão na fase final da vida, embora a equipe prefira tratar os pedidos como desejos em uma fase difícil. O trabalho começa após a finalização da documentação de alta hospitalar.
A equipe de apoio e os enfermeiros consideram o risco de que os pacientes venham a falecer durante as visitas ou no momento da saída do hospital. Mesmo com a possibilidade, as transferências são coordenadas para garantir a segurança do transporte.
A iniciativa teve origem na Holanda e se expandiu para a América Latina, com filiais em El Salvador e Equador. A rede de atendimento chegou à Argentina neste ano.


