Moradores da Barra Olímpica, Camorim, Curicica, Jacarepaguá e Taquara relatam escalada de violência em áreas vizinhas à Cidade do Rock, onde ocorre o Rock in Rio. O avanço do Comando Vermelho (CV) na região da Grande Jacarepaguá, Vargens e Recreio elevou os índices de criminalidade com roubos, mortes e bloqueios de vias.
No último sábado (29), três pessoas foram assassinadas nas regiões de Curicica e Taquara. No mesmo dia, criminosos incendiaram lixeiras e fecharam a Estrada dos Bandeirantes, a quatro quilômetros do festival. Outra tentativa de bloqueio ocorreu na Avenida Salvador Allende, a dois quilômetros do evento, resultando em arrastões e roubos a passageiros de ônibus e BRTs.
A instabilidade na região persiste há meses, com registros de carros incendiados em frente a um mercado em Curicica no dia 22 de agosto. Márcia Gregório, moradora da Barra Olímpica, afirmou que a área era segura, mas agora ocorrem crimes diariamente, incluindo tiros e mortes.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que a letalidade violenta no estado subiu 25% em julho de 2026, com 301 vítimas, contra 240 em julho de 2025. A área do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Jacarepaguá, liderou o ranking com 25 mortes violentas, atribuídas à disputa territorial entre o Comando Vermelho e milicianos.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que o esquema de segurança para o evento contará com mais de 7 mil homens, sendo 4.500 policiais militares. Carlos Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, disse que 725 dos 1.740 agentes mobilizados atuarão diretamente na Cidade do Rock.
A Guarda Municipal (GM-Rio) empregará 4.708 guardas entre 1º e 18 de setembro. A operação focará na mobilidade urbana, bloqueios viários e monitoramento do trânsito no entorno do festival, além de patrulhamento nos terminais Alvorada e Jardim Oceânico, na Rodoviária do Rio, nos aeroportos e no Píer Mauá.


