O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, totalizando R$ 3,4 trilhões. O resultado, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica uma desaceleração de 0,6 ponto percentual em relação ao avanço de 1,1% registrado nos três primeiros meses do ano.
A agropecuária foi o setor que mais impulsionou a economia, com alta de 2,8%. O segmento de serviços avançou 0,2% e a indústria cresceu 0,1%. O levantamento das Contas Nacionais Trimestrais considera indicadores de produção, investimentos, consumo, exportações e importações.
No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre. Já as importações subiram 1,8%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, as exportações cresceram 3,8%, puxadas por produtos alimentícios, agropecuária e extração mineral, enquanto as importações subiram 5,5%, com destaque para materiais elétricos, vestuário e veículos automotores.
O consumo das famílias caiu 0,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2026, embora apresente alta de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O consumo do governo subiu 0,4% no trimestre e 3,1% na comparação anual, segundo os dados do IBGE.
A Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos na economia, subiu 1,2% ante os três primeiros meses do ano e 1,4% na base anual. O órgão informou que o resultado foi influenciado pelo desenvolvimento de software e pelo aumento das importações de bens de capital.


