A alta na procura por cirurgias plásticas para remoção de excesso de pele acompanha o crescimento de tratamentos medicamentosos de emagrecimento no Brasil. Entre maio de 2025 e maio de 2026, os três medicamentos de maior faturamento da categoria movimentaram R$ 13,3 bilhões no país, segundo levantamento da Close-Up International Brasil.
No comércio eletrônico, a Serasa Experian registrou 1.364.354 pedidos de medicamentos associados ao GLP-1 no primeiro semestre de 2026. O volume representa uma alta de 149,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com movimentação financeira de R$ 2,3 bilhões. Os fármacos são indicados para tratamento de diabetes tipo 2, sobrepeso e obesidade.
A International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) informa que a perda de peso em ritmo acelerado prejudica a capacidade de regeneração e a elasticidade da pele. De acordo com a entidade, os efeitos desses medicamentos atingem não apenas a gordura, mas também ligamentos, músculos e a própria pele, favorecendo a flacidez.
A médica Ana Cecília Granda explica que tecnologias de retração cutânea, como ultrassom e radiofrequência, estimulam o colágeno e melhoram a firmeza, mas não eliminam o tecido excedente. Para casos de grande sobra cutânea, a especialista indica procedimentos como abdominoplastia, lifting de coxas e de braços, além de outras dermolipectomias.
Dados da ISAPS mostram que, entre 2022 e 2023, a braquioplastia cresceu 8%, enquanto a abdominoplastia e o body lift subiram 5%. O lifting de coxas teve alta de 2% no mesmo período. A entidade passou a ampliar a discussão sobre pacientes com grandes perdas de peso em seus congressos.
Segundo Granda, a escolha entre a tecnologia e a cirurgia envolve a aceitação de contrapartidas, como a presença de cicatrizes permanentes. A médica afirma que alguns pacientes preferem marcas menores mesmo mantendo certa flacidez, enquanto outros aceitam cicatrizes extensas para eliminar a sobra de pele.


