O Brasil registrou em julho o recorde de produção de petróleo pelo segundo mês consecutivo, com a extração de 4,498 milhões de barris por dia. O volume representa alta de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O avanço em relação a junho foi de 0,5%. O desempenho foi puxado pela produção do pré-sal, que respondeu por 82,4% da extração nacional de petróleo e gás natural. Os campos dessa região registraram produção diária de 3,72 milhões de barris de petróleo.
A Petrobras manteve a liderança do setor. Considerando sua participação como consorciada, a estatal foi responsável por 3,9 milhões de barris por dia. A norueguesa Equinor ficou em segundo lugar, com 102,4 mil barris diários, seguida pela Prio, com 97,5 mil barris.
A produção de gás natural atingiu 214,97 milhões de m³ por dia, alta de 12,6% em comparação a julho do ano passado, embora tenha caído 1,1% frente a junho. Do total produzido, 97,8% foi reaproveitado via reinjeções nos reservatórios, geração de energia ou entregas ao mercado.
No mês, 66,12 milhões de m³ por dia ficaram disponíveis para consumo e 4,67 milhões de m³ foram queimados por razões técnicas ou de segurança. Esse volume de queima representa queda de 29,5% em relação ao mês anterior e de 14,8% comparado a julho de 2025.
A reinjeção de gás nos campos foi de 124,3 milhões de m³ por dia, taxa que correspondeu a 57,8% da produção diária. O processo ocorre para elevar a pressão interna dos reservatórios, devido a gargalos na malha de gasodutos ou pelo alto teor de CO₂ em parte do gás do pré-sal.
Campos marítimos concentraram 98,1% da produção de petróleo e 88,76% a de gás natural. A extração nacional veio de 6.724 poços, sendo 613 marítimos e 6.111 terrestres. O campo de Búzios, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo, com 1,1 milhão de barris por dia.


