O governo enviou ao Congresso a proposta do Orçamento de 2027 (PLN 24/26) com despesas totais de R$ 7,4 trilhões, valor que inclui o refinanciamento da dívida pública. O limite para gastos com custeio e investimentos é de R$ 2,6 trilhões, dos quais 92% são classificados como despesas obrigatórias.
Os benefícios previdenciários devem consumir R$ 1,2 trilhão no próximo ano. Para a manutenção da máquina pública e investimentos, as despesas discricionárias somam R$ 222,1 bilhões. O governo informou na mensagem da proposta que será necessária uma revisão de gastos nos próximos anos, já que as contas exigirão mais R$ 15,8 bilhões para despesas discricionárias em 2028.
A revisão deve focar em benefícios tributários, creditícios e financeiros concedidos a empresas e pessoas físicas, estimados em R$ 567 bilhões para 2027. A maior parte do orçamento está ligada ao Poder Executivo, responsável pela gestão da dívida pública via Ministério da Fazenda.
O Poder Judiciário tem previsão de gastos de R$ 92,54 bilhões, enquanto o Poder Legislativo contará com R$ 20,82 bilhões. Investimentos de empresas estatais estão orçados em R$ 209,2 bilhões.
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 (PLN 2/26) estabelece seis prioridades. O combate à fome e a redução das desigualdades recebem o maior aporte, com R$ 183,34 bilhões, seguidos pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento, com R$ 102,11 bilhões.
A saúde, em atenção primária e especializada, terá R$ 53,61 bilhões. A proposta prevê ainda R$ 22,23 bilhões para neoindustrialização, trabalho, emprego e renda; R$ 16,21 bilhões para educação básica e R$ 2,76 bilhões para o combate ao desmatamento e emergência climática.


