A oposição ao governo federal protocolou nesta terça-feira (1º) novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As ações foram motivadas pela revelação de trocas de mensagens entre o magistrado e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e a edição de um contrato de serviços jurídicos.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou um dos requerimentos no fim da tarde. O parlamentar também solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a convocação de uma sessão com a presença do integrante da Suprema Corte.
Um segundo grupo de senadores, sob liderança de Damares Alves (Republicanos-DF), deve protocolar outro pedido ainda nesta terça-feira. Esta iniciativa fundamenta-se na legislação federal que proíbe ministros de tribunais superiores de exercerem a advocacia.
Segundo a Polícia Federal, Moraes teria editado um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, banca comandada por Viviane Barci, esposa do ministro.
O advogado André Fini Terçarolli, mestre em Direito Processual, afirmou que a edição do contrato e as mensagens com Vorcaro justificam a abertura de uma investigação formal e independente, classificando as revelações como graves.
Com as novas movimentações, o ministro passa a ser alvo de ao menos 66 pedidos de impeachment. Até o momento, nenhuma das solicitações avançou, pois a ida ao plenário do Senado depende de pauta definida pelo presidente da Casa.


