O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, pediu a prisão e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (1º). A manifestação ocorreu após a divulgação de que o magistrado teria editado um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa e um ex-banqueiro.
Zema chamou o ministro de “projetinho de ditador” em publicação no X. Segundo o candidato, a Polícia Federal demonstrou que Moraes alterou o documento às 23h04, utilizando o mesmo sistema usado para despachar processos. Ele afirmou ainda que o magistrado teria solicitado proteção para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O contrato em questão previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos, totalizando R$ 131.274.351,72 em valores brutos. Metadados extraídos do celular de Vorcaro indicam que o arquivo foi aberto e modificado via Office 365 pelo perfil de Alexandre de Moraes no dia 15 de janeiro de 2024, às 23h04.
O ex-governador de Minas Gerais resgatou um pedido de impeachment que afirma ter protocolado durante sua gestão estadual. Zema declarou que o impeachment é insuficiente e que o ministro deve ser preso e devolver o dinheiro, alegando que não se pode admitir que “intocáveis” enriquecçam às custas da população.
As declarações coincidem com a análise do ministro André Mendonça sobre a abertura de investigação contra Moraes. Mendonça considerou as revelações graves e avalia encaminhar um pedido formal de apuração ao presidente do STF, Edson Fachin, enquanto aliados monitoram a votação no plenário.
O escritório de Viviane Barci de Moraes informou que o ministro foi consultado apenas para verificar possíveis impedimentos legais à contratação. A defesa afirmou que, após a constatação de que não havia impedimentos, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios foram prestados.


