O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi citado nesta terça-feira (1º) em documentos e mensagens da Polícia Federal (PF). As apurações investigam o Banco Master, seu fundador, Daniel Vorcaro, e a relação do banqueiro com o ministro.
Registros da PF indicam que Alexandre de Moraes foi o responsável pela última modificação de uma minuta de contrato estimada em R$ 130 milhões entre a banca de Viviane e Daniel Vorcaro. Em nota, o escritório afirmou que consultou o ministro para verificar a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação.
Mensagens tornadas públicas mostram Vorcaro classificando o pagamento destinado ao escritório como o “mais importante” que possuía. O material integra o conjunto de provas reunidas pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
Viviane Barci de Moraes comanda a Barci de Moraes Sociedade de Advogados, sediada em São Paulo, onde dois dos três filhos do casal também são sócios. A advogada e publicitária também é sócia da Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
O nome de Viviane aparece em outros documentos da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que ela mantinha contato direto com Vorcaro e participou de tratativas para contratos entre seu escritório e empresas ligadas ao banqueiro.
Em setembro do ano passado, Viviane foi sancionada pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, medida que também atingiu o ministro. As sanções, retiradas em dezembro de 2025, bloquearam bens e impediram transações com cidadãos e empresas norte-americanas. Na ocasião, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a ação ocorreu porque ela fornecia uma “rede de apoio financeiro” ao marido.

