O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, defendeu a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato com militantes na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta terça-feira (1º). A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O conteúdo tornou-se público depois que o ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de documentos de uma investigação. O material indica que Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, recorria a Moraes em momentos de pressão sobre a instituição e buscava informações sobre medidas que poderiam ser adotadas contra o banco.
Renan Santos afirmou que existe uma “guerra fratricida” no Judiciário e que a campanha eleitoral será pautada por esse conflito interno no STF. Segundo o candidato, Moraes não pode negar envolvimento e relações promíscuas de sua família, motivo pelo qual deveria ser preso.
Em conversas extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal (PF), o ex-banqueiro declarou ter “gratidão da minha vida” ao ministro. Vorcaro afirmou que uma eventual dívida não seria apenas sua, mas também de sua família e de pessoas ligadas ao banco.
Na mesma terça-feira (1º), o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, liberou a propaganda digital, os recursos do fundo eleitoral e a participação em debates da chapa de Renan Santos. As restrições haviam sido impostas pelo magistrado na segunda-feira (31).
Toffoli determinou que as plataformas restabeleçam os perfis registrados no sistema DivulgaCandContas em até duas horas, embora tenha mantido as contas fora dos sistemas de recomendação das redes sociais. A decisão autoriza repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e gastos com valores já transferidos.
Sobre a reversão da decisão, Renan Santos disse que não esperava o recuo de Toffoli e sugeriu que a divulgação do relatório sobre o Banco Master possa ter influenciado o magistrado. O candidato classificou a decisão anterior como “ilegal” e afirmou que Toffoli preferiu não ficar nos holofotes diante de uma “guerra nuclear” no STF.


