O Sesc no Pará realiza, de 2 de setembro a 2 de outubro, a primeira edição do Festival Palco Giratório. A iniciativa reúne 28 espetáculos de teatro, dança, circo e teatro de animação em espaços culturais e públicos de Belém e Castanhal, concentrando pela primeira vez todos os shows do circuito oficial da edição no estado.
As apresentações ocorrem em locais como o Sesc Teatro Casa Isaura Campos, o Teatro Experimental Waldemar Henrique e o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso. Em Castanhal, a programação chega a praças e áreas abertas para ampliar o acesso da população à produção artística nacional.
O gerente do Sesc Casa de Artes Cênicas e curador no Pará, Enoque Paulino, disse que o festival constitui um espaço de encontro, formação e troca de experiências. Segundo Paulino, a recepção de artistas de diferentes regiões do Brasil cria oportunidades de reflexão e fortalece o setor cultural local.
A produção amazônica tem destaque com o espetáculo Corpos de Tambor, do Coletivo Croa, único representante da Região Norte no circuito oficial de 2026. A obra, que investiga a relação entre corpo e percussão a partir de manifestações afro-amazônicas, será apresentada em Belém no dia 29 de setembro e em Castanhal no dia 2 de outubro.
A abertura do evento acontece nesta quarta-feira (2), às 19h, com a peça A Maçã, de William Seven. O espetáculo, com classificação para maiores de 12 anos, utiliza a mágica e o teatro para narrar a trajetória de um artista que enfrenta a doença de Alzheimer.
Entre 21 e 27 de setembro, o Grupo Magiluth, de Pernambuco, ministra quatro oficinas de direção, produção, atuação e dramaturgia no Curro Velho, em Belém. O Coletivo Croa também promove a oficina Corpos de Tambor nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, no Sesc em Castanhal.


