O Hospital Israelita Albert Einstein afastou temporariamente Cláudio Lottenberg da presidência de seu Conselho Deliberativo nesta terça-feira (1º). A decisão ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciar o médico como futuro ministro da Saúde em um eventual governo, colocando o dirigente no centro do debate eleitoral.
A licença deve permanecer vigente até o término do período eleitoral. A medida segue o código de ética da instituição, que estabelece a neutralidade política do hospital e proíbe a utilização de seus recursos em atividades político-partidárias.
Lottenberg, que também preside a Confederação Israelita do Brasil (Conib), já foi secretário municipal da Saúde de São Paulo. O afastamento visa evitar que o Albert Einstein seja associado à candidatura do senador.
A indicação provocou reações na comunidade judaica. Um grupo de judeus e judias antecipou a divulgação de um manifesto de apoio ao presidente Lula da Silva, afirmando que as posições políticas de Lottenberg não representam a comunidade.
O episódio gerou disputa política. Críticos associam a escolha à posição ideológica do médico, enquanto apoiadores defendem a indicação com base em sua trajetória profissional na área da saúde.
Com a medida, Lottenberg deixa as funções no conselho enquanto participa do processo eleitoral, mas a instituição informou que o afastamento não representa uma ruptura definitiva.


