O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (1º) que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões. O valor, apresentado oficialmente na segunda-feira (31), equivale a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando a exclusão de gastos específicos do alvo.
Durante debate com assessores econômicos de candidatos à Presidência, Durigan declarou que o Brasil não atinge resultado positivo em termos de superávit há mais de uma década. Segundo o ministro, a proposta para o próximo ano é fruto de um ajuste fiscal conduzido pelo governo atual para reverter o cenário herdado em 2022.
O ministro informou que o governo recebeu um orçamento para 2023 com previsão de déficit de R$ 63 bilhões. De acordo com Durigan, esse montante não contabilizava a falta de pagamento de precatórios, o reajuste do programa Bolsa Família e a retirada do ICMS por parte de governadores.
O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a gestão trabalhou nos últimos três anos e meio para corrigir esse legado. Ele afirmou que a peça orçamentária será entregue ao próximo governo, independentemente de quem vença a eleição, com superávit.
Durigan explicou que o resultado foi alcançado apesar das dificuldades democráticas, citando a retomada de investimentos na saúde para evitar mortes por Covid e o pagamento do Fundeb, que teria sido aprovado sem fonte de receita. O ministro afirmou que o orçamento para o ano que vem está redondinho.


