Os Estados Unidos realizaram uma nova série de ataques letais contra o Irã nesta terça-feira (1º), marcando a ofensiva mais intensa em semanas. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que a operação mirou alvos militares após tentativas iranianas de atacar navios no Estreito de Hormuz e bases americanas no dia anterior.
O governo iraniano relatou a morte de pelo menos 12 pessoas e mais de 58 feridos. Na cidade de Kuhestak, em Sirik, cinco mortos e mais de 50 feridos foram registrados em uma celebração de casamento atingida por estilhaços, incluindo uma criança de quatro anos. Outras sete pessoas morreram em três locais na província de Khuzestan. A empresa nacional de eletricidade, Tavanir, confirmou apagões na província de Hormozgan.
O CENTCOM afirmou que os ataques focaram em sistemas de radar, defesa aérea, comunicações e capacidades de lançamento de minas, negando que civis sejam alvos. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra instalações dos EUA na Jordânia, Kuwait e Bahrein. A força aérea da Jordânia interceptou 10 de 13 mísseis balísticos, enquanto as defesas do Kuwait e do Bahrein barraram drones. O Irã também reivindicou ataques a depósitos de equipamentos no Iraque, fato não confirmado por Washington ou Bagdá.
O presidente Donald Trump alertou que novos ataques podem ocorrer se houver retaliações. Segundo o presidente, o Irã será atingido em um nível “muito mais duro e alto” caso responda ao que ele classificou como um ataque justificado. A escalada ocorre após um período de relativa calma e segue a retomada dos confrontos no último fim de semana, iniciada com ataques dos EUA a lançadores de foguetes na Ilha de Larak.
A tensão surge em meio a uma estratégia de pressão econômica dos EUA, que inclui bloqueio naval e sanções para forçar o Irã a negociar. O presidente iraniano, Mahmoud Pezeshkian, sinalizou nesta terça-feira que Teerã aceita dialogar, desde que os EUA retornem às condições de cessar-fogo estabelecidas em um memorando de entendimento assinado em 17 de junho.
Relatórios recentes indicam que a Rússia estaria ajudando o Irã a desenvolver mísseis de cruzeiro supersônicos para atingir navios americanos no Oriente Médio. Enquanto isso, analistas apontam que o regime iraniano demonstra disposição a suportar danos econômicos e militares para evitar termos que considere como rendição.


