Plataformas de inteligência artificial como ChatGPT, Google Gemini e Claude permitem que usuários criem assistentes personalizados para organizar prioridades e resumir informações sem a necessidade de conhecimentos em programação. A customização é feita por meio de conversas em português, adaptando as respostas da tecnologia a objetivos e preferências específicas de cada pessoa.
A construção de um assistente começa com a definição de objetivos precisos. Instruções amplas, como pedir ajuda para organizar a vida, tendem a gerar respostas genéricas. O ideal é detalhar funções específicas, como a transformação de anotações de reuniões em planos de ação ou a montagem de cronogramas semanais.
A escolha da ferramenta depende da finalidade do uso. O Google Gemini é indicado para quem utiliza o ecossistema da empresa e precisa anexar arquivos. O ChatGPT é descrito como versátil para assistentes customizados, enquanto o Claude é voltado para a análise de conteúdos extensos, como livros e relatórios.
Para a eficácia do sistema, é necessário contextualizar a rotina, informando horários de trabalho e períodos de maior produtividade. As instruções devem determinar a prioridade das tarefas, o formato das respostas e o tom de linguagem. A criação de uma seção de proibições é recomendada para evitar que a IA invente dados ou tome decisões precipitadas na agenda do usuário.
O processo de configuração não é definitivo e exige testes com situações reais e cenários complexos para mapear falhas de interpretação. Ajustes posteriores podem corrigir respostas repetitivas ou erros de priorização na agenda, definindo critérios de desempate para conflitos de horário.
Quanto à segurança, a orientação é não compartilhar senhas, CPFs ou documentos confidenciais nos prompts. É necessário monitorar as permissões de acesso a e-mails e arquivos, garantindo que a ferramenta não realize ações críticas sem autorização. A supervisão humana é indispensável, pois os modelos de linguagem podem apresentar dados errados com convicção.


