Os Estados Unidos e o Irã travaram, nesta quarta-feira (2), o maior confronto armado entre as duas nações desde julho. As forças norte-americanas atacaram a costa sul do Irã, enquanto Teerã disparou mísseis e drones contra bases dos EUA localizadas no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que atingiu, na terça-feira, sistemas de radar, defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, instalações de comunicação e recursos marítimos e de minagem. A imprensa local relatou ataques em alvos próximos ao Estreito de Ormuz, onde o Irã tem ameaçado a passagem de petroleiros.
Em resposta, o comando militar do Irã afirmou que o objetivo é expulsar as forças norte-americanas da região. Na Jordânia, as Forças Armadas informaram a interceptação de 10 de 13 mísseis disparados; três caíram em áreas remotas. No Kuwait, bombeiros extinguiram um incêndio em um complexo residencial atingido por drone, sem registro de vítimas.
O governo do Catar considerou o Irã legalmente responsável pelos ataques, enquanto o Barein declarou ter destruído drones iranianos. No norte do Iraque, a Guarda Revolucionária alegou ter matado militares americanos em Erbil, informação que não foi confirmada por Washington ou pelo governo iraquiano.
O Irã registrou pelo menos 12 mortes nos ataques dos EUA. Cinco pessoas, incluindo uma criança de quatro anos, morreram em uma residência na cidade de Sirik durante uma festa de casamento. Segundo a mídia iraniana, outras 68 pessoas ficaram feridas no local.
A instabilidade provocou a queda de bolsas asiáticas e europeias. Os preços do petróleo retornaram a níveis de julho, o que, segundo a apuração, agrava a inflação global de energia e o impacto de vendas de títulos financeiros.
O episódio é a troca de disparos mais grave desde julho, quando o presidente Donald Trump interrompeu bombardeios contra o Irã após alertas de comandantes militares sobre a escassez de munições e a falta de alvos significativos.


