Novos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irã e a resposta de Teerã provocaram a queda de bolsas na Ásia e na Europa nesta quarta-feira (2). O confronto, descrito como o mais significativo desde julho, elevou os preços do petróleo e intensificou a cautela de investidores globais devido aos riscos de inflação.
O petróleo Brent subiu pelo terceiro dia consecutivo, atingindo cerca de US$ 95 o barril. As forças norte-americanas atacaram defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, radares e instalações de comunicação próximas ao Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã afirmou ter atingido ativos dos EUA no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque. O governo iraniano acusou Washington de atingir uma festa de casamento, resultando em cinco mortes e dezenas de feridos.
Na Ásia, o Nikkei 225, do Japão, recuou 2,85% e o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 4%. O índice CSI 300, de Xangai e Shenzhen, fechou em baixa de 1,38%. Na Europa, as ações atingiram o menor nível em um mês, com o STOXX 600 registrando queda de 0,71% e o DAX, da Alemanha, recuando 0,88%.
Os índices futuros de Nova York também operam em baixa. O Nasdaq Futuro recuou 0,56%, enquanto o S&P 500 Futuro caiu 0,27%. O cenário de instabilidade ocorre após comentários de Kevin Warsh, chair do Federal Reserve, que levaram o mercado a apostar em novas altas de juros nos EUA.
No Brasil, o mercado acompanha a divulgação de nova pesquisa de intenção de voto para a presidência, prevista para as 10h15. O Ibovespa havia encerrado a sessão anterior com alta de 1,30%, aos 179.722,48 pontos, e o dólar comercial fechou a última operação a R$ 5,156.


