O Vasco prestou apoio emocional ao atacante David Corrêa após o jogador ser alvo da Operação A Tropa, da Polícia Civil, nesta segunda-feira. O clube conversou com o atleta antes da viagem para o jogo contra o Vitória, nesta quarta-feira (2), pela Copa do Brasil, devido à aflição do jogador em avisar a mãe sobre a ação policial.
David teve o celular, computadores e documentos apreendidos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca. O jogador estava sozinho no imóvel quando os policiais chegaram na manhã de segunda-feira.
A apreensão do telefone causou apreensão no atleta, que não lembrava o número da mãe de cor e não conseguia contatá-la enquanto imagens da operação eram divulgadas pelas autoridades. Após a ação, o atacante seguiu para o Centro de Treinamento do Vasco, em Jacarepaguá, onde acompanhou outra etapa da operação com o diretor técnico Felipe Maestro.
Em depoimento prestado na 14ª DP, no Leblon, David admitiu conhecer pessoas citadas na investigação no Espírito Santo, estado onde nasceu e cresceu. O jogador negou, porém, qualquer participação ou conhecimento sobre crimes relacionados ao tráfico de armas e drogas.
A Polícia Civil apreendeu o aparelho celular do atleta para buscar conversas com um dos alvos da operação. Advogados do Vasco que leram o depoimento afirmam que o jogador não tem implicação no caso.
O clube informou que mantém suporte jurídico ao atleta e colabora com as autoridades enquanto aguarda a conclusão das investigações.


