O mercado de imóveis de luxo em Florianópolis registra expansão impulsionada por investidores nacionais e estrangeiros, consolidando a cidade com o metro quadrado mais caro da Região Sul no segmento superluxo. A tendência acompanha um crescimento nacional, que movimentou R$ 52,2 bilhões nas capitais brasileiras em 2025.
A alta de 35% no volume financeiro do setor premium em 2025, segundo estudo da Brain Inteligência Estratégica, reflete a busca por ativos de longo prazo. O segmento representou 29,4% de todo o valor negociado no mercado residencial do país no ano passado. O cenário é mantido em 2026, com compradores focados em preservação patrimonial e menor dependência de crédito imobiliário tradicional.
Na Região Sul, as vendas de luxo saltaram de 881 para 1.312 unidades, elevando o Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 3,45 bilhões para R$ 5,78 bilhões. A apuração indica que a limitação geográfica da ilha de Florianópolis restringe a oferta de terrenos em áreas consolidadas, o que contribui para a valorização dos ativos.
O interesse internacional tem crescido devido ao câmbio favorável e ao potencial de renda com locações de curta temporada. Marco Aurélio Lievore, diretor regional de Relações Internacionais do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI-SC), informou que 83% das vendas de uma amostra local foram para argentinos, focados em apartamentos na planta. Há também capital vindo de Estados Unidos, França, Suíça e Emirados Árabes Unidos.
Andréa Cardoso, CEO da Andrea Cardoso Assessoria Imobiliária, afirmou que o perfil do comprador estrangeiro mudou. Segundo a executiva, além da segunda residência, cresce a procura por imóveis como fonte de renda e instrumento de preservação de patrimônio. O movimento deve estimular novos empreendimentos e aumentar a liquidez do mercado local.


