O consórcio imobiliário tornou-se a segunda modalidade mais procurada do sistema de consórcios no Brasil, atrás apenas dos veículos leves. Entre julho de 2025 e julho de 2026, o segmento atraiu 870 mil novos participantes, segundo levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).
O avanço do setor imobiliário foi o principal motor para que o sistema de consórcios atingisse o maior número de participantes de sua história. De acordo com a ABAC, quase dois de cada três novos integrantes do sistema no último ano optaram por grupos de imóveis.
Entre janeiro e julho, as vendas de cotas de consórcio imobiliário cresceram 40,8%. No entanto, a associação informou que o tíquete médio caiu, resultado da contratação de créditos menores, adequados ao orçamento dos consumidores.
A modalidade imobiliária já concentra quase 25% dos participantes ativos. O crédito pode ser utilizado para a compra de casas prontas, aquisição de terrenos, construção, reforma ou quitação de financiamentos da mesma categoria.
Uma pesquisa conjunta entre ABAC e Okiar revelou que quase metade dos entrevistados consultou apenas uma empresa antes de fechar negócio, e 20% decidiram a contratação no mesmo dia. A confiança em indicações de amigos e informações de redes sociais, bancos e instituições financeiras foi citada como principal porta de entrada.
Rodrigo Freitas, fundador do portal Consórcio Explicado, afirmou que contratos de longo prazo não devem ser escolhidos rapidamente. Segundo Freitas, a comparação de taxas de administração deve considerar o percentual total cobrado ao longo do plano, e não apenas o valor da primeira mensalidade.
As normas do Banco Central determinam que o contrato detalhe a taxa de administração, cobrança de fundo de reserva, seguro, critérios de correção do crédito, regras de sorteio, lance, cancelamento e devolução.


