A Prefeitura do Rio começou a implantar 35 quilômetros de motofaixas na Linha Vermelha, no trecho entre o Caju e a Via Dutra. O trabalho, que contempla os dois sentidos da via expressa, iniciou pelo sentido Centro e tem previsão de conclusão em 60 dias, prazo que pode variar conforme o clima.
A medida integra um plano municipal para elevar a malha de faixas preferenciais para motociclistas a 74 quilômetros até dezembro de 2026. Equipes da Companhia Especial de Trânsito (CET-Rio) realizam a microfresagem do asfalto para remover sinalizações antigas antes de aplicar a pintura nas cores azul e branca.
O objetivo da prefeitura é organizar a circulação de veículos de duas rodas em áreas específicas para diminuir conflitos no deslocamento. A orientação é que os motociclistas utilizem o espaço com disciplina, enquanto condutores de outros veículos podem atravessar a demarcação para mudar de faixa, desde que com atenção.
Outras intervenções ocorrem simultaneamente na cidade. A CET-Rio trabalha na conclusão de oito quilômetros de motofaixas na Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, sentido Barra da Tijuca, entre as avenidas Niemeyer e Embaixador Gabriel Landa. As obras também atingem a Avenida Engenheiro Freyssinet e o Elevado Rufino de Almeida Pizarro.
No eixo Lagoa-Barra, 19 quilômetros já estão operando, abrangendo as avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, a Rua Mário Ribeiro, o Túnel Acústico Rafael Mascarenhas e a Avenida Padre Leonel Franca. O modelo de faixas começou a ser testado em 2024, em São Conrado, e depois foi expandido para o entorno do Maracanã.
Estudos citados pela prefeitura indicam que a adesão dos motociclistas às faixas varia entre 86% e 96%. O governo municipal afirma que a estrutura organiza o fluxo, mas diz que a redução de acidentes depende também de radares, videomonitoramento, controle de velocidade e fiscalização.


