O acusado de matar o ativista republicano Charlie Kirk, Tyler Robinson, de 23 anos, declarou-se inocente de todas as sete acusações em audiência preliminar realizada nesta terça-feira (1º), em Utah. O juiz distrital Tony Graf decidiu manter a tipificação de homicídio qualificado, o que permite a aplicação da pena de morte ao réu.
A defesa de Robinson tentou retirar a possibilidade da pena capital, argumentando que os promotores não provaram que o disparo colocou terceiros em risco. A advogada Staci Visser afirmou que a vítima estava em um palco elevado e que não houve evidências de ações contra outras pessoas. Segundo a legislação estadual, o risco a terceiros é um fator agravante para a pena máxima.
O promotor Ryan McBride, do gabinete do procurador do condado de Utah, declarou que Robinson atirou de um telhado a mais de 122 metros de distância. Para a acusação, o réu sabia que poderia errar o alvo e atingir a multidão de mais de três mil pessoas presentes no evento ao ar livre. O promotor Chad Grunander acrescentou que o rifle de ferrolho estava carregado com munições adicionais.
O crime ocorreu em 10 de setembro do ano passado, na Universidade do Vale de Utah, onde Kirk foi baleado no pescoço enquanto discursava. O ativista chegou ao hospital, mas morreu. Robinson se entregou à polícia um dia após o ocorrido. A família da vítima classificou a decisão do juiz como um passo importante na busca por justiça.
A acusação baseia-se em provas que incluem DNA e um bilhete manuscrito onde Robinson teria escrito que aproveitou a oportunidade para eliminar Kirk. Promotores também alegam motivação política, citando uma bala gravada com a frase “Ei, fascista! PEGUE!” e mensagens de texto do réu sobre o ódio às posições do ativista, fundador da organização Turning Point USA.


