A cidade de Nova York proibirá o uso de inteligência artificial (IA) por alunos da rede pública de ensino até o oitavo ano. A decisão, que deve ser anunciada oficialmente nesta quarta-feira (2), restringe a tecnologia a estudantes de até 13 anos, permitindo o uso apenas no ensino médio em casos específicos.
O uso de IA no ensino médio, que inicia no nono ano do sistema americano, será limitado a situações pontuais, como o estudo sobre o funcionamento da própria tecnologia, segundo fonte próxima ao assunto.
A medida atende a manifestações de professores e responsáveis que alegam riscos à saúde mental e ao desenvolvimento cognitivo das crianças. O impacto ambiental da tecnologia também foi citado como motivo para a restrição.
As novas normas devem proibir a utilização de chatbots de companhia que oferecem apoio psicológico aos estudantes. A apuração indica que a proibição visa proteger o bem-estar dos alunos nas etapas iniciais da formação.
O Departamento de Educação de Nova York recomenda, paralelamente, a limitação do tempo de tela em sala de aula. O teto é de 45 minutos para alunos do sexto ao oitavo ano e de 30 minutos para estudantes do ensino fundamental até o quinto ano.
A proibição não se aplica aos docentes, que poderão continuar utilizando a inteligência artificial para a redação de mensagens e a preparação de aulas. A rede pública de Nova York é a maior dos Estados Unidos, com mais de 900 mil alunos matriculados no ano letivo de 2024-2025.


