A South African Civil Aviation Authority (SACAA), agência reguladora do espaço aéreo da África do Sul, abriu um inquérito para apurar as circunstâncias de uma exibição aérea realizada sobre o Estádio DHL. A manobra ocorreu durante um jogo de rúgbi entre as seleções da África do Sul e da Nova Zelândia.
Dados de serviços de rastreamento de tráfego indicam que os jatos da Embraer, modelos E190 e E195, passaram a uma distância entre 12,5 e 14 metros do topo da cobertura do estádio. As aeronaves estavam a uma velocidade aproximada de 278 km/h.
A empresa Airlink, responsável pelos jatos, desistiu de realizar a terceira apresentação programada após a repercussão de vídeos da manobra na internet. A companhia oficializou a retirada do requerimento para o último sobrevoo no dia 1º de setembro.
A transportadora afirmou que o espetáculo seguiu protocolos rigorosos, com simulações prévias e pilotos experientes. Segundo a Airlink, a operação teve aval dos controladores de tráfego e não ultrapassou as restrições de altitude ou velocidade.
A SACAA decidiu examinar os registros de voo e exigiu esclarecimentos adicionais da empresa. O órgão declarou que a segurança e o cumprimento das normas de proteção da aviação são prioridades absolutas e inegociáveis.
A manobra era a segunda de uma série de três demonstrações solicitadas pela operadora. A primeira apresentação ocorreu em Joanesburgo, uma semana antes do evento no Estádio DHL, local que já havia recebido evento similar com um Boeing 777 no ano anterior.


