O Google lançou nesta quarta-feira (2) o Gemini 3.8 Flash Cyber, um modelo de inteligência artificial desenvolvido para identificar vulnerabilidades em softwares e automatizar a criação de correções. A ferramenta será disponibilizada inicialmente para governos, operadores de infraestrutura crítica e parceiros selecionados pela companhia.
O acesso ao sistema ocorrerá via Fairwind Program, iniciativa que conta com mais de 650 parceiros globais em setores de saúde, finanças, energia, telecomunicações e tecnologia. O Google informou que restringiu o uso devido às capacidades avançadas do modelo, exigindo que as organizações limitem o acesso a equipes de resposta a incidentes e testes de invasão, com uso de autenticação multifator.
A ferramenta opera em conjunto com o CodeMender, sistema que verifica falhas e produz correções, permitindo a validação de patches dentro da nuvem da própria organização. Em testes internos com 20 linguagens de programação, o modelo obteve mais de 70% de sucesso na identificação de vulnerabilidades.
No CWE-Bench, teste de correção de falhas, o Gemini 3.8 Flash Cyber registrou 47,2%, enquanto um modelo de fronteira usado para comparação marcou 47,8%. A empresa afirmou que sua ferramenta possui custo menor. A equipe de segurança do Chrome produziu 2,6 vezes mais correções corretas com o novo modelo do que com versões comerciais maiores.
Pesquisadores da companhia declararam ter identificado uma vulnerabilidade crítica em menos de duas horas, processo que poderia levar meses por métodos tradicionais. As ações da Alphabet (GOGL34) subiram 1% após o anúncio.
A empresa também apresentou o Gemini 3.8 Flash, versão convencional voltada para programação e tarefas de raciocínio complexo. Esta versão já está disponível para desenvolvedores e empresas, com previsão de chegada aos assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra.


