O porta-aviões de propulsão nuclear USS Abraham Lincoln atracou no porto de Laem Chabang, ao sul de Bangcoc, nesta quarta-feira (2). A embarcação chegou à Tailândia após 286 dias de viagem, período que incluiu missões no Mar do Sul da China e no Oriente Médio, onde ocorreu um conflito regional há seis meses.
Os quase 5 mil tripulantes receberam permissão para passar cinco dias no balneário de Pattaya. O capitão Dan Keeler, comandante da missão, afirmou que o descanso é merecido para toda a equipe. Marinheiros e fuzileiros navais relataram que as prioridades imediatas são alimentação, descanso e água.
A chegada ocorre sob denúncias de deterioração das condições de vida e crises de saúde mental a bordo. Parlamentares democratas nos Estados Unidos pediram investigações sobre escassez de alimentos e falhas de infraestrutura. Segundo a apuração de imprensa especializada, pelo menos dois marinheiros tentaram suicídio saltando ao mar.
O secretário-adjunto interino da Marinha, Hung Cao, admitiu a existência de casos relacionados à saúde mental, mas declarou que não houve mortes. O presidente Donald Trump minimizou os relatos e as críticas sobre a extensão do período de travessia do navio.
Em Pattaya, o prefeito Poramase Ngampiches proibiu a tripulação de acessar áreas conhecidas pela vida noturna e turismo sexual, além de vetar a prática de esportes aquáticos e o consumo de maconha. O prefeito incentivou a visita a shoppings e locais religiosos, negando que operações recentes contra profissionais do sexo estivessem ligadas à chegada dos militares.
O navio permanecerá em Laem Chabang até domingo. A prefeitura local estima um impacto econômico de cerca de 100 milhões de baht (US$ 3,1 milhões ou R$ 15,9 milhões) com a estadia dos militares.


