A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs, nesta terça-feira (1º), a obstrução total das votações no Senado Federal. A parlamentar condicionou a retomada da pauta à renúncia ou ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens trocadas entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O material foi obtido pela Polícia Federal (PF) durante investigações sobre o Banco Master e teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF. As conversas tornadas públicas mencionam um contrato de R$ 131 milhões e a blindagem institucional.
Damares Alves afirmou nas redes sociais que a medida não se trata de disputa entre direita ou esquerda, mas de correção ética. A senadora declarou que utilizar o cargo para vantagem pessoal ou familiar é uma prática antirrepublicana e antidemocrática.
As mensagens fazem parte da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master. Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição, foi preso pela PF em março deste ano em fase que investigava corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos.
A análise do aparelho celular de Vorcaro revelou contatos com nomes da cúpula institucional brasileira. Entre os citados estão o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria.
Nos registros públicos constam documentos sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O material analisado pela PF também registra encontros entre Vorcaro e Moraes ocorridos ao longo de 2024 e 2025.


