O diretor de Comunicação Digital do governo de Javier Milei, Juan Pablo Carreira, atribuiu ao Partido Comunista chinês a responsabilidade por uma catástrofe ocorrida na semana passada no Nepal e no Tíbet. O desastre deixou mais de 1.100 mortos e quase 5.000 desaparecidos, segundo as informações divulgadas pelo funcionário em publicação na rede social X.
A manifestação de Carreira provocou a reação imediata da embaixada chinesa em Buenos Aires. Em comunicado, o governo de Pequim acusou o funcionário de difundir “rumores maliciosos” e afirmou que a intenção da postagem seria manchar a imagem internacional da China.
A tensão diplomática se expandiu para a esfera legislativa argentina. Deputados da oposição solicitaram que o diretor de Comunicação Digital preste explicações formais no Congresso sobre as declarações feitas publicamente.
O incidente abre um novo front de conflito entre a gestão de Milei e a China, país que mantém relações comerciais estratégicas com a Argentina. A embaixada chinesa não detalhou outras medidas administrativas além da nota de repúdio.


