O ator Leonardo DiCaprio encerrou, nesta quarta-feira (2), uma viagem de seis dias ao Brasil com um encontro oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agenda incluiu visitas a comunidades da Amazônia, Cerrado e Pantanal, além de reuniões com lideranças indígenas e representantes do governo federal.
Durante a reunião, a equipe da ONG Re:wild, cofundada por DiCaprio, informou que foram discutidas a proteção de ecossistemas, a biodiversidade e a garantia dos direitos dos povos indígenas. A primeira-dama Janja Lula da Silva publicou em suas redes sociais que conversou com o ator sobre a bioeconomia e o papel das mulheres na preservação dos territórios.
A viagem contemplou a visita ao Cacique Raoni, de 94 anos, no município de Peixoto de Azevedo (MT). O encontro ocorreu no contexto da produção do documentário “Raoni: The Voice of the Forest”, que será narrado por DiCaprio. A Re:wild também apoiou a criação do Fundo Legado Cacique Raoni, destinado a proteger mais de 2 milhões de hectares de terras indígenas Kayapó na Amazônia.
O ator também retornou à comunidade Yawalapiti, no Alto Xingu, e visitou o Instituto Libio, em Novo Progresso (PA). Na região, a ONG apoia a iniciativa Escudo Sul da Amazônia, que visa proteger 5,8 milhões de hectares de florestas e rios em áreas críticas de desmatamento.
No Pantanal, a delegação visitou a reserva Caiman e a Fazenda Santa Tereza, além de projetos de reabilitação de onças-pintadas. No Cerrado, a agenda terminou na Fazenda Trijunção, que preserva 30 mil hectares de vegetação nativa. A Re:wild atua na região por meio da Pantanal Alliance, que busca a proteção de 250 mil hectares do bioma.
O Brasil é considerado prioridade no Phoenix Species Project, lançado recentemente pela Re:wild e pela Bezos Earth Fund. O projeto prevê um aporte inicial de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,03 bilhão) para recuperar as 100 espécies mais ameaçadas do mundo. Cinco delas são exclusivas de florestas brasileiras, incluindo o muriqui-do-norte e o tiê-sangue.


