A candidata a deputada federal pelo PSB, Tatiana Roque, defendeu a regulamentação da inteligência artificial (IA) para que a tecnologia atue como complemento ao trabalho humano. A professora da UFRJ e vereadora do Rio afirmou que as ferramentas devem auxiliar em tarefas repetitivas sem eliminar profissionais ou servir apenas para reduzir custos empresariais.
Roque sustenta que o desenvolvimento tecnológico não possui destino inevitável e que governos, sindicatos e trabalhadores podem interferir no uso dessas ferramentas. Para a candidata, a direção da tecnologia dependerá de decisões políticas e da capacidade de organização dos trabalhadores por meio de leis e agências públicas.
Um dos eixos de sua proposta é a criação de uma infraestrutura nacional para processar e armazenar dados de cidadãos brasileiros. Segundo a candidata, a maior parte dessas informações está sob controle de empresas estrangeiras em servidores nos Estados Unidos, o que vulnerabiliza o país diante de legislações como o Cloud Act norte-americano.
A candidata defende a instalação de data centers no Brasil com tecnologias de baixo consumo de energia e água. Ela argumenta que a soberania digital exige não apenas servidores locais, mas o desenvolvimento de ferramentas próprias de computação em nuvem para evitar a dependência total de empresas como Google e Microsoft.
Sobre o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro, Roque propõe um modelo baseado em ciência, tecnologia e reindustrialização. Ela afirma que o estado é um exportador de cérebros, pois profissionais de engenharia e tecnologia formados em universidades fluminenses deixam a região por falta de oportunidades. A proposta inclui incentivos a deeptechs, startups e a criação de polos de inovação.
No âmbito educacional, a professora alertou sobre o uso de IA por crianças e adolescentes sem acompanhamento, citando o risco de terceirização do pensamento crítico. Ela defende que as escolas ensinem o uso crítico da tecnologia sem abandonar a leitura e a escrita. Como gestão, citou a expansão das Naves do Conhecimento, que passaram de nove para 33 unidades em áreas vulneráveis do Rio.


