A Uber anunciou nesta quarta-feira (2) a demissão de cerca de 3.300 pessoas, o que representa 10% de seu quadro global de funcionários. A medida, comunicada pelo CEO Dara Khosrowshahi, é a maior redução de pessoal da companhia desde a pandemia de Covid-19 e ocorre em paralelo ao avanço dos robotáxis.
Khosrowshahi informou que a reestruturação visa reduzir a complexidade da empresa e agilizar a tomada de decisões. O plano prevê a redução de 20% dos funcionários a partir do sétimo nível hierárquico. Equipes compostas por apenas um ou dois subordinados terão seus quadros cortados pela metade.
A companhia também alterou a política de trabalho. As posições totalmente remotas serão limitadas a cerca de 1%, enquanto o modelo híbrido será mantido para os demais colaboradores.
A pressão sobre a Uber cresceu com a expansão da Waymo, líder em robotáxis nos Estados Unidos, e de empresas como a Tesla. Para ampliar a atuação em tecnologia autônoma, a empresa pretende investir mais de US$ 10 bilhões nos próximos anos.
No fim de 2025, a Uber contava com aproximadamente 34 mil funcionários no mundo. A última redução expressiva ocorreu em maio de 2020, quando 6.700 postos foram cortados, equivalentes a 25% do quadro na época, devido aos impactos da pandemia.


