O candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), afirmou nesta quarta-feira (2) que o processo de impugnação de sua candidatura é uma tentativa de retirá-lo da disputa eleitoral sem que a decisão passe pelas urnas. O político declarou confiar na validação do registro pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Questionado sobre a possibilidade de a Justiça Eleitoral no Distrito Federal barrar sua candidatura, Arruda disse que respeita as decisões judiciais, inclusive as contrárias aos seus interesses. O candidato afirmou que não pretende antecipar o resultado do julgamento.
O ex-governador questionou a diferença no tratamento dado ao seu caso em comparação a processos de outros políticos. Ele citou ter sido afastado de disputas eleitorais nos últimos 16 anos por ter recebido R$ 20 mil, valor que teria sido declarado no Imposto de Renda dois anos antes de assumir o governo.
Arruda citou a vice-governadora Celina Leão ao afirmar que ações contra adversários não teriam a mesma velocidade de tramitação que as relacionadas a ele. Segundo o candidato, seus processos saem da gaveta quando chega a época de eleição.
As críticas aos adversários e ao grupo político atual do Distrito Federal foram feitas sem que o ex-governador detalhasse decisões judiciais ou apresentasse documentos que comprovassem as acusações.
Para o político, a exclusão da disputa por decisão judicial impediria a palavra final do eleitor. Arruda classificou como antidemocrático o ato de tirar do cidadão o poder de escolha e de decisão sobre a candidatura.


