O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja da Silva, receberam nesta quarta-feira (2), no Palácio do Planalto, o ator e ambientalista Leonardo DiCaprio. O encontro, que durou cerca de 40 minutos, teve como pauta os impactos das mudanças climáticas e as iniciativas do governo brasileiro de proteção ao meio ambiente.
Durante a reunião, DiCaprio relatou sua amizade com o cacique Raoni e contou como conheceu a região do Xingu há 25 anos. O ator veio acompanhado de representantes da Re:wild, organização global sem fins lucrativos fundada em 2021, com foco em restauração ecológica e recuperação de ecossistemas em parceria com cientistas e comunidades indígenas.
Janja da Silva informou em rede social que conversou com o ator sobre a bioeconomia como ferramenta de geração de renda e trabalho sem a destruição da natureza. A primeira-dama mencionou ainda a discussão sobre o papel das mulheres na preservação dos territórios e a necessidade de unir governo e sociedade na construção de um futuro sustentável.
A visita ocorre anos após declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2019, que acusou DiCaprio e a organização WWF de financiarem queimadas criminosas no Brasil. Na ocasião, Bolsonaro afirmou a apoiadores no Palácio da Alvorada que havia suspeitas de que o ator estaria dando dinheiro para atear fogo na Amazônia.
As falas de 2019 aconteceram durante a prisão de quatro brigadistas em Alter do Chão, no Pará, por suspeita de provocar incêndios para obter doações. A Polícia Civil do estado efetuou as prisões, mas o Ministério Público do Pará informou na época que não havia indícios contra os brigadistas, apontando a ação de grileiros.
A Justiça do Pará determinou a soltura dos profissionais e o chefe da investigação da Polícia Civil foi afastado. A apuração da imprensa internacional na época indicou que o então presidente não apresentou provas para as acusações contra DiCaprio.


