O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira (2), via Truth Social, a alteração do nome do Estreito de Ormuz para “Estreito de Trump”. A declaração ocorre enquanto a via navegável, ponto estratégico para o comércio global de petróleo, é alvo de disputa entre os EUA e o Irã.
A sugestão surge em um momento de retomada de trocas de ataques entre as duas nações. Na manhã desta quarta-feira, o governo iraniano culpou os americanos por um ataque a uma festa de casamento em Kuhestak, no sul do Irã. Segundo a Cruz Vermelha, a ofensiva deixou quatro mortos e 50 feridos. Teerã prometeu retaliação, enquanto os Estados Unidos negaram a autoria do ataque.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, situando-se entre o Irã e a Península Arábica. A região é fundamental para a economia global, visto que cerca de 20% do petróleo consumido no mundo transita por ali.
Esta não é a primeira vez que o presidente afirma que a região pertence aos Estados Unidos. No dia 14 de agosto, Trump declarou a intenção de tornar o estreito território americano para pressionar Teerã em negociações para encerrar o conflito. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a “ilusão” do presidente seria corrigida.
A proposta faz parte de uma lista de tentativas do republicano de renomear lugares ou instituições. Recentemente, Trump assinou uma ordem executiva para mudar o nome do Lago Ontário, na fronteira com o Canadá, para “Lago América”. A alteração já é refletida nos mapas do Google e da Apple para usuários norte-americanos.
Outras sugestões feitas por Trump e seus aliados incluem a mudança do Golfo do México para Golfo da América, a volta do nome Monte McKinley ao Monte Denali, a criação de uma moeda de US$ 1 com a imagem do presidente e a inclusão de seu nome ao Kennedy Center.


