A Coca-Cola promove a reorganização de operações internacionais com o fechamento de fábricas, redução de postos de trabalho e mudanças em linhas de produtos. As medidas impactam unidades nos Estados Unidos e na África do Sul, mas não interrompem as atividades da companhia no Brasil, onde há previsão de investimentos bilionários.
Nos Estados Unidos, duas fábricas de bebidas não gaseificadas, como as marcas Minute Maid e Powerade, foram afetadas. Uma unidade na Califórnia encerrou atividades em junho de 2025, desligando 135 funcionários. A segunda fábrica, em Northampton, Massachusetts, tem fechamento programado para dezembro deste ano, o que impactará 175 trabalhadores.
Na África do Sul, a reestruturação iniciada em 2025 envolveu a redução de pessoal e o fechamento de instalações. O sindicato informou que 609 funcionários aderiram aos desligamentos em outubro daquele ano. A Justiça trabalhista confirmou, em março de 2026, o encerramento da fábrica de Bloemfontein, enquanto a unidade de East London também passou por mudanças.
No total, as movimentações nos dois países alcançaram mais de 900 trabalhadores. A estratégia da empresa visa concentrar a produção em outras fábricas e parceiros, respondendo à mudança nos hábitos de consumo, com maior procura por itens premium, produtos funcionais e bebidas com menos açúcar.
A reorganização também atingiu o portfólio de produtos. Em 2026, a Coca-Cola encerrou a linha de concentrados congelados da Minute Maid nos Estados Unidos e no Canadá, embora a marca continue sendo comercializada em outras versões.
No Brasil, o Sistema Coca-Cola prevê investir R$ 30 bilhões até 2030. Os recursos serão destinados à modernização e expansão de fábricas, ampliação logística e novas estruturas. Em Jundiaí, no interior de São Paulo, a companhia opera uma de suas principais unidades, com capacidade de produção de até 2 bilhões de litros anuais de refrigerantes e bebidas não alcoólicas.


