O nadador colombiano Wilber Honorio Muñoz Burbano, que ganhou notoriedade recentemente por travessias nos rios da Amazônia e no Pará, é réu na Justiça de seu país por crimes sexuais contra uma adolescente. A vítima era aluna de sua escola de formação de triatlo e teria entre 13 e 14 anos na época dos fatos.
A investigação aponta que os abusos ocorreram entre 2021 e 2023. Segundo a acusação, Burbano teria se aproveitado da posição de professor e da proximidade com a família para cometer os atos. As acusações incluem exploração sexual comercial de menor de 18 anos, acesso carnal violento agravado, ato sexual abusivo contra pessoa incapaz de resistir e assédio sexual.
Em depoimento a tribunal, a mãe da jovem relatou ter desconfiado do comportamento do treinador após notar atitudes de ciúme. A mulher encontrou mensagens em que o acusado escrevia que a menina “seria dele” e que não deveria se relacionar com outros garotos. A adolescente relatou posteriormente tocamentos durante atividades esportivas e um beijo forçado.
A denúncia cita ainda um episódio ocorrido durante uma viagem de competição a Bogotá, onde o treinador teria tentado ficar sozinho com a vítima. A acusação sustenta que Burbano ofereceu dinheiro e presentes à adolescente como forma de aproximação para obter relações sexuais.
Burbano foi preso em 2024 após investigações da Polícia e da Fiscalía colombiana, mas deixou a prisão em abril de 2025 devido ao vencimento de prazos processuais. O processo segue em fase de julgamento. Em audiência recente, o réu não compareceu presencialmente, alegando dificuldades de conexão durante sua expedição amazônica.
Conhecido como “Homem-Peixe” no Pará, o atleta realizou a travessia entre Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, e Barcarena. Ele afirma que a expedição pelos rios da região visa chamar a atenção para a preservação ambiental.


