Promotores de 46 estados, do Distrito de Colúmbia e de cinco territórios dos Estados Unidos buscam um acordo civil contra a Meta, tentando classificar a empresa como vendedora de produtos perigosos, a exemplo do acordo firmado com a indústria do tabaco em 1998, para contornar proteções editoriais.
A estratégia jurídica visa afastar a aplicação da Seção 230 e da Primeira Emenda da Constituição americana. Atualmente, essas normas protegem as plataformas de responsabilidade pelos conteúdos publicados por usuários, tratando a gestão de postagens como uma atividade editorial.
O foco da acusação recai sobre o algoritmo de recomendação. Segundo a tese dos fiscais, o código que decide quais conteúdos cada usuário visualiza não é editorial, mas um produto desenhado pela Meta para ser aditivo e gerar riscos à saúde.
A apuração indica que o sistema bombardeia deliberadamente crianças com depressão com mensagens que romantizam o suicídio. O mecanismo também conectaria adolescentes a criminosos que glorificam a violência.
Outro ponto do processo refere-se ao impacto sobre mulheres de diversas idades. O texto aponta que o algoritmo convenceu bilhões de usuárias de que seus corpos seriam deformes e necessitariam de reformas integrais.


