O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, afirma nesta quinta-feira (3) que o governo não dispõe de elementos definitivos que comprovem a organização, por parte de Marruecos, da entrada de 72 mil pessoas em Ceuta. A declaração ocorre durante comparecência para tratar da crise migratória na região.
Sánchez mantém a posição oficial do Executivo, mas pretende apresentar novos dados para justificar a tese. Segundo fontes do governo, as agências com informações de campo, com destaque para o Centro Nacional de Inteligência (CNI), corroboram a ausência de provas concretas de envolvimento marroquino.
A manifestação do presidente acontece em um momento de desafio político complexo, após controvérsias envolvendo a ocultação de um relatório policial sobre o episódio.
Apesar da manutenção do discurso, o governo espanhol informou que a investigação permanece aberta. O Executivo declarou que não descarta a possibilidade de que novas evidências demonstrem que Marruecos tenha impulsionado ou organizado a crise.


