A popularidade de suplementos de magnésio, especialmente a versão dimalato, cresceu em redes sociais como o TikTok sob a promessa de aumentar a disposição e o bem-estar. No entanto, a médica nutróloga Mariana Comério alerta que a suplementação não é necessária para todas as pessoas e não deve ser tratada como uma resposta automática para cansaço ou insônia.
O magnésio dimalato combina o mineral com o ácido málico, atuando em funções metabólicas, no funcionamento muscular e na produção de energia pelas células. Segundo Comério, a associação do suplemento com o desempenho físico ocorre devido a essa relação com o metabolismo energético, mas o nutriente não funciona como um estimulante de energia imediata.
A médica desmitificou a ideia de que o mineral provocaria ganho de gordura ou retenção de líquidos. Ela explicou que eventuais alterações no peso podem ocorrer por melhora na disposição e na capacidade de realizar atividades físicas, resultando em ganho de massa muscular, o que difere do aumento de gordura corporal.
Embora o mineral participe de mecanismos neuromusculares, a nutróloga afirma que a suplementação não resolve sintomas de insônia ou dores musculares sem que a causa seja investigada. A indicação deve considerar o histórico clínico, a alimentação e medicamentos em uso por cada paciente.
Comério informou que o risco das redes sociais é transformar a importância biológica do magnésio em promessas que superam as evidências científicas. O uso do suplemento não substitui a atividade física, o sono adequado ou o tratamento de doenças.
A especialista ressaltou que não existe dose ideal universal e que o excesso de nutrientes pode trazer consequências. Alimentos como oleaginosas, sementes, leguminosas e vegetais são fontes naturais do mineral e devem ser priorizados antes da suplementação acompanhada.


