O presidente do Governo, Pedro Sánchez, comparece nesta quinta-feira (3) ao Pleno do Congresso para detalhar a gestão da crise em Ceuta. A medida ocorre após a entrada de mais de 80 mil pessoas nos dias 30 e 31 de julho e a realização de protestos massivos em diversas cidades da Espanha.
A ida do chefe do Executivo ao Legislativo foi solicitada pelo próprio Sánchez e pelo Partido Popular (PP). O debate acontece em meio a controvérsias sobre um relatório policial que aponta a participação de agentes marroquinos na crise migratória.
Na quarta-feira (2), dezenas de mil pessoas se concentraram em Ceuta e em outras cidades espanholas para exigir soluções e criticar a atuação do Governo. Em Madrid, a manifestação reuniu cerca de 50 mil pessoas.
O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, afirmou que o Governo invadiu Ceuta com conhecimento prévio e mentiu mesmo com relatórios em mãos. Santiago Abascal, do partido Vox, chamou Sánchez de “psicópata perigoso” e afirmou que ele atua como lacaios do Marrocos.
A Polícia Nacional utilizou gases lacrimógenos e balas de borracha para dispersar grupos ultras próximos ao Congresso. A ação resultou em quatro policiais feridos e quatro detenções, sendo que duas delas envolveram menores de idade.
A tensão permanece na região mais de um mês após a avalanche migratória. Milhares de pessoas continuam nas ruas da cidade de Ceuta.


