O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia trazer o filho, Fábio Luís Lula da Silva, da Espanha ao Brasil para que ele preste depoimento à Polícia Federal. A medida, desenhada pelo comando da campanha, visa transformar a atual vulnerabilidade judicial em uma ofensiva eleitoral para as eleições de 2026.
Segundo fontes sob sigilo, a estratégia prevê que o presidente traga pessoalmente o filho para prestar esclarecimentos sobre a relação com a lobista Roberta Luchsinger e com Camilo Antunes. O plano busca projetar a imagem de um mandatário que não esconde familiares nem cria obstáculos para investigações oficiais.
A movimentação ocorre após pesquisas internas indicarem que a permanência de Fábio Luís na Europa assemelha Lula ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que manteve o filho, Eduardo, nos Estados Unidos durante investigações no Brasil. O desgaste político aumentou após revelações sobre pagamentos de despesas de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete presidencial.
Uma pessoa próxima ao filho do presidente na Espanha informou que ele já teria desmarcado compromissos previstos para setembro. No Palácio do Planalto e entre pessoas próximas ao casal presidencial, a informação não é confirmada oficialmente.
A operação é considerada de alto risco, pois coloca o filho do presidente sob escrutínio direto da imprensa e de autoridades em Brasília. No entanto, a permanência no exterior também é vista como um custo político elevado para a imagem do candidato.
Lula já declarou publicamente que o filho deve ser investigado como qualquer cidadão. A concretização do plano resultaria na imagem de Fábio Luís desembarcando no país para se apresentar formalmente às autoridades, tentando reverter a tendência dos números eleitorais após a consolidação do fator Augusto Cury.


